segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

The surprising dynamics of rolling rings

The surprising dynamics of rolling rings:

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ANI – Agência Nacional de Inovação – Expresso publica especial 20+20

ANI – Agência Nacional de Inovação – Expresso publica especial 20+20: "O Jornal Expresso iniciou a publicação de um projeto especial dedicado ao financiamento comunitário no âmbito do Portugal 2020. A Agência Nacional de Inovação (ANI) foi convidada a integrar o painel de convidados e a contribuir com informação esclarecedora que ajude as empresas a tirar o melhor proveito dos instrumentos atualmente disponíveis. José Carlos Caldeira, presidente da ANI, sintetizou o que tem de ser acautelado em fase de preparação dos projetos e aconselhou que as empresas usem os incentivos de forma integrada, assegurando a cobertura de todo o ciclo de inovação. Leia o artigo do Expresso aqui."

ANI – Agência Nacional de Inovação

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ANI – Agência Nacional de Inovação – Horizonte 2020 – Financiamento para recrutamento de doutorados pelas PME

ANI – Agência Nacional de Inovação – Horizonte 2020 – Financiamento para recrutamento de doutorados pelas PME: "HORIZONTE 2020 – FINANCIAMENTO PARA RECRUTAMENTO DE DOUTORADOS PELAS PME É uma PME ou Start-up com ideias inovadoras? Procura um investigador com talento para transformar a sua ideia num produto inovador? Este programa pode dar-lhe a resposta! A Comissão Europeia lançou uma iniciativa piloto ‘H2020 SME Innovation Associate for Business‘ destinada a incentivar PMEs e Start-ups com ideias visionárias a recrutarem doutorados de outros países da União Europeia ou países associados ao Horizonte 2020, para trabalharem durante um ano no desenvolvimento do seu projeto de inovação. O concurso está aberto até 30-jun e tem o objetivo de colmatar as dificuldades de acesso a conhecimento e competências especializadas por parte das PME através da atribuição de uma bolsa para cobrir o salário e custos associados à contratação de um doutorado."

ANI – Agência Nacional de Inovação

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

How to balance public and private contributions to higher education? | Times Higher Education (THE)

How to balance public and private contributions to higher education? | Times Higher Education (THE):

Proportion of private expenditure on tertiary education (11 February 2016)

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More university mergers on the cards, predicts Moody’s | Times Higher Education (THE)

More university mergers on the cards, predicts Moody’s | Times Higher Education (THE):

Nb. No, it is not string theory as U may be thinking about (from the attached pic)

REF linguistics languages merger manchester


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Partners in discovery: international scientific collaboration | Times Higher Education (THE)

Partners in discovery: international scientific collaboration | Times Higher Education (THE):

Scientific papers published with international co-authors

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How can we make UK higher education sustainable? | Times Higher Education (THE)

How can we make UK higher education sustainable? | Times Higher Education (THE):

Change in post-REF quality-related research funding for a representative group of research-intensive universities in England

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Who’s on the way out? | The Sunday Times

Who’s on the way out? | The Sunday Times:

Nb. I just cannot go a week without British politics...



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Cidades do conhecimento

Cidades do conhecimento: "O ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior apresentou, no dia 13, em Castelo Branco, o Orçamento de Estado para 2016 numa ação promovida pela Federação Distrital do Partido Socialista, onde anunciou a criação de "uma rede de Cidades e Regiões com Conhecimento", a qual nas Beiras integrará os institutos politécnicos de Castelo Branco, Guarda e Viseu."

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Calvin and Hobbes Comic Strip, February 27, 2016 on GoComics.com

Calvin and Hobbes Comic Strip, February 27, 2016 on GoComics.com:

Calvin and Hobbes

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Wizard of Id Comic Strip, February 18, 2016 on GoComics.com

Wizard of Id Comic Strip, February 18, 2016 on GoComics.com:

Wizard of Id

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Off the Mark Comic Strip, February 27, 2016 on GoComics.com

Off the Mark Comic Strip, February 27, 2016 on GoComics.com:

Off the Mark

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Off the Mark Comic Strip, February 20, 2016 on GoComics.com

Off the Mark Comic Strip, February 20, 2016 on GoComics.com:

Off the Mark

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Off the Mark Comic Strip, February 09, 2016 on GoComics.com

Off the Mark Comic Strip, February 09, 2016 on GoComics.com:

Off the Mark

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primeira grande entrevista de Manuel Heitor como ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

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http://www.publico.pt/ciencia/noticia/vou-flexibilizar-o-emprego-cient%C3%ADfico-2016-1724572?page=-1

É a primeira grande entrevista de Manuel Heitor como ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Para já, as novidades sobre a última avaliação aos 322 centros de investigação do país, destinada à definição das verbas anuais que teria cada instituição (entre 2015 e 2020, para despesas de funcionamento e actividades estratégicas).

Iniciado pelo governo anterior, em 2013, este processo foi controverso devido à opção política, ainda antes da avaliação, de deixar cerca de metade dos centros com pouco ou nenhum financiamento, pela falta de qualidade e pela mudança constante de regras enquanto decorria. Houve reclamações de 73 centros e o actual Governo quer pôr um ponto final neste processo de avaliação o mais depressa possível, para lançar um novo. Das 73 reclamações analisadas, em 45 mantiveram-se as classificações e para 28 propôs-se uma mudança, incluindo aqui sete centros que teriam direito a uma segunda avaliação. Para o ponto final completo, falta agora resolver a questão com estes.
A avaliação aos centros de investigação feita pelo anterior governo já está encerrada?
Homologuei esta semana [na última quinta-feira] o resultado das 73 reclamações que tinham sido feitas à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que foram analisadas por um painel internacional montado em colaboração com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). Há 28 reclamações que tiveram provimento [a decisão foi modificada] – incluindo sete unidades de investigação que teriam direito ter uma segunda avaliação segundo o regulamento [deste processo] ainda em vigor. Dei orientações à FCT para que o diálogo seja aberto com essas sete unidades e, se não quiserem uma nova avaliação, termos um acordo. Queremos fechar rapidamente esse processo de avaliação e abrir um novo, mas estamos num país de direito e há contratos assinados que é preciso cumprir.
Estava previsto que o bolo total para o funcionamento dos centros seria de 77 milhões de euros em 2016, incluindo seis milhões para reestruturação de vários centros classificados com Bom. Esse bolo é agora diferente?
O montante global orçamentado em 2016 para financiamento de base de apoio às instituições de investigação é de 80,3 milhões de euros, dentro dos 502 milhões de euros da FCT para este ano.
O que correu mal na última avaliação aos centros de investigação?
A avaliação foi pensada pelo anterior governo e pela antiga direcção da FCT para excluir, contando que a ciência pode ser feita como uma actividade de elite. E foi um processo conduzido erroneamente desde o princípio, porque se esqueceu de que era preciso garantir o financiamento de base à actividade científica. A concepção que devemos assumir é exactamente a oposta: a avaliação serve para incluir, para ajudar a capacitar, definindo um financiamento de base.
Criou um grupo de trabalho para lançar uma nova avaliação aos centros de investigação. Quando estará concluída essa avaliação?
Este grupo – seis investigadores de reconhecido mérito em Portugal e no estrangeiro, com muita experiência de avaliação, nomeadamente a nível europeu – vai definir os novos regulamentos em que a avaliação deve ser feita. Espero que no prazo de três a quatro meses haja um novo regulamento da avaliação resultante desde grupo. No quadro da última avaliação, os contratos existentes estão assinados até ao final de 2017. E no final de 2017 teremos uma nova avaliação [concluída].
A partir de Janeiro de 2018, qual será o bolo de financiamento anual para ser dividido entre as instituições?
Esperemos que seja muito maior do que o actual. Hoje temos uma capacidade científica instalada, que tem capacidade de aceder a outros fundos, nomeadamente a bolsas para projectos e investigadores e a fundos europeus. Esta avaliação serve para atribuir um financiamento base que é um complemento a esses mecanismos de financiamento. Hoje, em Portugal, este valor do apoio institucional está entre os 10 e os 13% [do orçamento das instituições], mas já foi 25%. É normal que, com mais capacidade de financiamento a nível nacional e europeu, o financiamento de base se tenha reduzido, mas a minha perspectiva é que não se reduza abaixo de 15%.
A nova avaliação será feita pela FCT ou por uma instituição exterior?
A função central e nuclear da FCT é a avaliação. Obviamente que se tem de recorrer a peritos internacionais, tal como aconteceu muitas vezes no passado, em áreas específicas. Nunca recorrerei é a uma avaliação da European Science Foundation, que não tem prática na avaliação.
Foi secretário de Estado de José Mariano Gago durante seis anos. Como pretende afirmar-se politicamente como ministro da Ciência, com uma voz própria, e ser mais do que um defensor do legado de Mariano Gago?
José Mariano Gago mudou significativamente o rumo da modernidade de Portugal e já está na História. O meu papel é muito mais humilde. Nesta fase crítica da vida portuguesa e europeia, passa sobretudo por garantir a inversão daquilo que foi a tendência dos últimos anos.
Daqui a uns anos veremos se conseguimos inverter o processo dos últimos quatro anos de divergência com a Europa. As medidas de austeridade tinham uma agenda neoliberal, esquecendo-se de que os recursos humanos são importantes e partindo do princípio – que está errado – de que o investimento público podia ser substituído por investimento privado. Sabe-se, desde a II Guerra Mundial, que isso nunca se passou em nenhuma zona do mundo, nem na Europa nem nos Estados Unidos. Mas as políticas, que considero mal informadas do anterior governo, apostaram nisso. Qual foi o resultado? Entre 2010 e 2014, o investimento público em ciência caiu cerca de 200 milhões e o investimento privado cerca de 330 milhões. Tivemos um decréscimo na despesa global [o PIB do país aplicado em investigação e desenvolvimento] em 530 milhões. Porque sempre que cai o investimento público, o investimento privado também cai. Algumas das grandes empresas deixaram de investir. Por isso agora o único caminho é a retoma do investimento público.
O aumento orçamental de 64 milhões de euros (2,7%) no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em 2016 face a 2015 é suficiente para contrariar essa queda?
Não, de forma alguma! Espero que 2016 seja um ponto de inflexão. O reforço do financiamento ainda fica muito aquém do que seria desejável. Por isso, o programa do Governo estabelece uma meta mais ambiciosa para a legislatura. Este ano conseguimos um aumento de cerca de 4,7% no orçamento para as actividades de ciência e tecnologia. E um aumento de cerca de 2,6% no orçamento do ensino superior. A grande aposta é que o conhecimento seja um desígnio para o futuro da sociedade portuguesa e do Governo e para isso é preciso garantir outra vez a atracção de recursos humanos para a formação avançada e o emprego científico.
De que forma?
Esta lei do Orçamento do Estado reforça a autonomia das instituições de ensino superior, que é a única forma de facilitar o emprego científico e o rejuvenescimento dos quadros de docentes e investigadores. As leis dos últimos anos impediam contratações [neste sector] e a actual torna possível contratar docentes e investigadores, até a um limite máximo – esse limite é o valor mais alto gasto com pessoal num dos últimos três anos. Estamos a falar de cerca de 500 pessoas que podem ser contratadas pelas universidades. Outro ponto importante que a lei do Orçamento do Estado estabelece é a co-responsabilização com as instituições. Este sector é capaz de atrair receitas próprias, quer de fundos públicos competitivos quer de fundos europeus, e por isso o acreditamos que é necessária a co-responsabilização das instituições no emprego científico e na contratação de jovens.
Com que percentagem terão as instituições de contribuir para as contratações?
Isso está dentro do quadro de autonomia das instituições. Hoje, as maiores instituições já praticam este mecanismo, usando uma parte do Orçamento do Estado, outra parte de receitas próprias, para contratar pessoas. Em nenhum país europeu, o Orçamento do Estado cobre toda a massa salarial das instituições de ensino superior.
Como se resolve o problema da precariedade dos vínculos laborais?
Hoje temos a experiência já bem-sucedida das três fundações públicas de direito privado [as universidades do Porto e de Aveiro e o ISCTE]. Simbolicamente, o meu primeiro acto legislativo foi propor ao Conselho de Ministros a passagem da Universidade do Minho a fundação, porque acredito que é o mecanismo mais correcto para garantir o interesse público do conhecimento, facilitando a contratação.
Num relatório recente do Sindicato Nacional do Ensino Superior avaliou-se a transformação das universidades em fundação e apontava que o problema das contratações não tinha sido resolvido, nomeadamente na Universidade do Porto. O resultado destas experiências anteriores está a ser tido em conta?
Conheço o relatório do sindicato, mas não tivemos nenhuma reclamação sobre casos de contratação que não tenham respeitado os códigos de contratação. O regime fundacional abre a possibilidade de terem um quadro próprio de investigadores e de pessoal docente e, portanto, dá um estímulo à contratação de pessoas. Hoje as universidades públicas que não são uma fundação podem contratar novamente, devido ao novo articulado do Orçamento do Estado, mas as fundações têm maior capacidade de usar saldos para estas actividades e acredito que essa é a forma ideal para reforçar a sua autonomia.
No orçamento da FCT de 2016, há 13,45 milhões de euros para a contratação este ano de 400 novos investigadores. É disso que estamos a falar?
O Orçamento do Estado diz que a FCT pode facilitar, desde já, o emprego de 400 investigadores, financiados directamente por contratos. As instituições podem contratar mais recorrendo a outros fundos.
Nas bolsas de pós-doutoramento, o programa do actual Governo propunha a sua substituição gradual, ao longo de seis anos, por contratos de trabalho. Como é que isso será feito?
Cada vez mais a formação pós-doutoral é essencial, mas tem de ser limitada no tempo. Não é razoável que alguém continue anos e anos com bolsas de pós-doutoramento. O normal é que haja uma bolsa de doutoramento, uma bolsa de pós-doutoramento de dois ou três anos e depois, e, se quiser continuar a investigar e tiver mérito para prosseguir uma carreira científica, o investigador deve evoluir para um contrato.
De que forma?
É necessário criar contratos intermédios de investigadores e hoje as instituições têm capacidade de o fazer. Não temos necessariamente de passar de uma bolsa de pós-doutoramento (que custa cerca de 23 mil euros por ano) para um contrato de professor auxiliar (que custa 55 mil euros). A intenção é que haja vários níveis de contratos de investigadores, com diferentes níveis salariais. Para dar um maior número de contratos, temos de lhes dar maior flexibilidade ao nível do pagamento. Neste momento, um contrato Investigador FCT [concursos para contratos laborais a cinco anos para cientistas] tem apenas um nível salarial. Vamos também rever o programa do Investigador FCT, para o flexibilizar e articular com o rejuvenescimento dos quadros docentes e de investigadores das universidades. Mal o Orçamento do Estado esteja aprovado, vou avançar com um decreto-lei para flexibilizar o emprego científico.
Esses contratos intermédios seriam a termo?
Os contratos têm todos de ter uma limitação no tempo. Penso que os jovens investigadores aceitam isso perfeitamente. Não estamos a falar numa garantia para a vida, estamos a falar de uma garantia contratual, com condições dignas de segurança social e de contratação, sempre num ambiente que em todo o mundo é competitivo. O que não é digno é que as pessoas continuem como bolseiros a vida toda.
Nesses contratos intermédios, haveria vários escalões?
Exactamente.
Quer dizer que o programa Investigador FCT vai acabar?
O Investigador FCT vai evoluir para contratos mais flexíveis, deve haver vários tipos de contratos. Nos moldes antigos, não haverá um novo concurso Investigador FCT. Nos novos moldes, claramente que sim.
Também já afirmou publicamente que queria rever “com firmeza” o programa das bolsas de doutoramento. O que é exactamente essa revisão?
Chegámos a dar cerca de 1800 bolsas por ano, em 2009 e 2010. Neste momento, o número reduziu-se bastante e, no ano passado, a FCT atribuiu cerca de 1000 bolsas.
Além disso, introduziram-se mecanismos de relativa balcanização da atribuição das bolsas, com os chamados programas doutorais [determinado número de bolsas dadas pela FCT às universidades e elas é que depois as gerem e escolhem os candidatos]. O que tem de se garantir é o nível da avaliação é equitativo.
Defende então um único concurso para bolsas de doutoramento?
Os concursos até podem ser feitos pelos programas [doutorais] ou pela FCT. O que não é normal é que um programa doutoral que tenha menos capacidade de atrair pessoas vá buscar candidatos com níveis inferiores àqueles que se candidatam a bolsas individuais. Com a fixação de quotas para o número de bolsas para cada programa doutoral, programas que tinham capacidade de atrair melhores alunos foram prejudicados e os outros foram beneficiados. A atribuição de bolsas deve ter as mesmas regras, o mesmo tipo de painéis de avaliação, para não haver uma distorção muito grande na capacidade de avaliar as pessoas.
O sistema científico ainda é pequeno para as necessidades do país?
Crescemos muito, mas ainda estamos longe dos níveis ideais. Estamos a formar cerca de 1,8 novos doutores por 10 mil habitantes activos, o que equivale a cerca de metade do que a Holanda está a formar e menos de metade do que a Alemanha. Portugal é uma das regiões da Europa que mais cresceram, mas ainda é aquela que forma menos doutores. Por outro lado, o “stock” de doutorados também é bastante baixo.
A formação de recursos humanos é crítica. O facto de sabermos que muitos dos nossos investigadores foram obrigados a emigrar não deve servir de desculpa para deixarmos de formar pessoas. Pelo contrário, exige uma maior capacidade de formação e de atracção de recursos humanos. Nas universidades públicas portuguesas, só temos 70% do corpo docente com o doutoramento. Um sistema normal tem 100%. Nos politécnicos, temos 30%. E estamos a formar poucos doutores. Fala-se muito de que não há doutores nas empresas. Não há doutores nas empresas porque não formamos os suficientes. A fórmula para termos mais doutores no sector privado é formarmos mais.
Em relação às bolsas de doutoramento, quer então voltar aos números de 2010?
Até ao final da legislatura, acho que devíamos atingir números dessa ordem de grandeza. Porque neste momento estamos com um fluxo de novos doutores por ano inferior ao da maior parte das regiões europeias. Não é reduzindo a formação que resolvemos o problema da capacidade científica. Antes pelo contrário, não temos excesso de capacidade científica. Recuperámos um atraso, mas temos muito para continuar a trabalhar.
O valor monetário das bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento não é actualizado desde 2002. Vai rever essa situação?
Neste momento, não vejo necessidade de a rever.
Em 14 anos, o custo de vida aumentou consideravelmente.
Estou aberto a rever essa posição, mas penso que hoje não é a questão crítica. Temos de privilegiar a dignificação das carreiras científicas através dos contratos. Eventualmente, se tivermos um quadro de capacidade orçamental, podemos tentar fazê-lo. Mas temos uma dotação orçamental para usar, por isso, se aumentássemos as bolsas, teríamos de dar menos bolsas. O quadro das bolsas portuguesas não é radicalmente inferior do de outros quadros europeus.
Com Mariano Gago, o sistema científico português cresceu bastante e atribuíram-se muitas bolsas. Mas isso também criou precariedade. Quando fala na aposta nos recursos humanos e no emprego científico, quer dizer que vai resolver um problema que ficou por resolver desde Mariano Gago?
Esse é um bom problema. Há 20 anos não tínhamos este problema porque não tínhamos sequer doutores. Hoje é um problema, porque já temos doutores suficientes. Mas o que eu disse é que a resolução desse problema não se faz anulando a formação avançada, pelo contrário temos de continuar a trazer mais portugueses para o conhecimento.
A FCT terá 502 milhões de euros em 2016. Quais vão ser as grandes opções para aplicar este dinheiro?
Antes de mais, [esta verba] significa a retoma no investimento. Segundo, a garantia de que temos uma aposta clara no conhecimento como um bem público. Por isso, estamos a fazer uma política de conhecimento em acesso aberto e vamos garantir que, no prazo desta legislatura, toda a investigação financiada pela FCT esteja devidamente acessível ao público em geral e contida em repositórios digitais.
Vamos também garantir a abertura do processo de reequipamento [científico] e do chamado Roteiro de Infra-estruturas [de Investigação de Interesse Estratégico], em que há um compromisso nacional em termos europeus, que nunca foi concretizado. O Roteiro já foi feito há dois anos e meio, por isso vamos actualizá-lo. Mas iremos respeitá-lo e dar a possibilidade de reequipamento às instituições. Em Portugal não há contratos de reequipamento há mais de dez anos, por isso vamos abrir gradualmente, todos os anos, no prazo da legislatura, a possibilidade de reequipamento. Na linha de reequipamento científico e para garantir o financiamento do Roteiro, temos orçamentado 37,5 milhões de euros.
Também vamos recuperar os projectos para ensino experimental das ciências nas escolas, que há quatro anos não tinham dotação. Desta vez, há uma linha de um milhão de euros para o ensino experimental das ciências, com os novos programas Integra Ciência e Mais Ciência, em articulação com a agência Ciência Viva.
Por último, vamos reforçar o apoio à actividade com as empresas, criando um programa específico de lançamento da actividade de investigação no ensino politécnico, em estreita colaboração com o tecido produtivo e social e artístico local.
Refere-se aos cinco milhões de euros que já anunciou para os 16 institutos politécnicos? A dividir por todos, dá cerca de 300 mil euros a cada um, o que não é uma fortuna.
Acredito que os institutos politécnicos têm hoje uma capacidade importante, que interessa valorizar, nomeadamente em ligação com pequenas e médias empresas. Esses cinco milhões de euros vão alavancar fundos comunitários e, portanto, vão representar mais dinheiro. Além disso, estamos a falar de um orçamento que, na prática, vai financiar quatro meses de actividades, porque, lançando agora este programa, não conseguimos tê-lo a funcionar antes de Setembro. Assim sendo, não é tão pouco dinheiro como isso.
No Roteiro das Infra-estruturas, há um consórcio de empresas portuguesas que participa na construção do SKA, um grande radiotelescópio transcontinental em África e na Austrália. Portugal, como país, vai aderir ao projecto?
Não conheço em detalhe esse projecto. Mas em 2016 vamos participar, com o Ministério da Defesa, no projecto Space Surveillance and Tracking (STT), um programa europeu para detectar lixo espacial, que está a arrancar. Penso que a área do espaço é particularmente interessante para Portugal, porque as ciências e tecnologias do espaço evoluíram muito. Há 15 anos, lançar um satélite custava cerca de cinco milhões de euros, hoje custa 300 mil euros. O que possibilita a países pequenos e comunidades científicas mais pequenas começarem a participar nas actividades espaciais, que, além de interesse científico, têm um capital de oportunidade de desenvolvimento tecnológico e económico muito grande.
Por isso, queremos alavancar o Gabinete do Espaço da FCT, criado quando Portugal entrou na ESA [Agência Espacial Europeia] em 1999. Queremos alavancar essa actividade, em cooperação internacional, reforçando o posicionamento estratégico que os Açores hoje têm, sobretudo para actividades de observação atlântica, integrando sobretudo tecnologias e ciências espaciais. Estou a abrir o diálogo com os Estados Unidos nesse sentido, para virmos a reforçar as nossas actividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, combinado com o envolvimento empresarial, na área do espaço.
Com quem está a falar dos EUA?
Com várias universidades e, em particular, com o Governo norte-americano. Estamos a abrir a possibilidade de vir a negociar um programa de cooperação apenas para o uso de ciências e tecnologias do espaço para observação atlântica. O Atlântico Sul é pouco observado. A facilidade dos Açores é terem aeroportos que podem ser usados para lançar satélites. Parece-me que o posicionamento geográfico de Portugal no Atlântico abre uma janela muito interessante à integração das tecnologias espaciais para observação atlântica.
Está a falar de lançar satélites dos Açores?
Exactamente. Estamos a discutir um programa envolvendo a comunidade científica portuguesa, empresas portuguesas e norte-americanas, para reforçar a nossa presença na investigação do espaço, usando o nosso posicionamento atlântico e, em particular, o dos Açores.
Isso tem a ver com a [redução da presença militar dos EUA na] base das Lajes?
Temos uma cooperação científica com os EUA, nomeadamente com grandes universidades americanas [como o MIT e a Universidade Carnegie Mellon] e gostaria de reorientar essa cooperação para a nossa posição Atlântica. Neste momento, não lhe posso dizer mais, porque estamos a abrir um processo negocial nesse sentido. Mais do que as Lajes, é a nossa capacidade científica de trabalhar com os EUA, com quem temos hoje relações, em algo que está entre nós, que é o Atlântico. Neste momento, não tem a ver com as Lajes. No futuro, pode vir a ter.
Anunciou que, a partir de 2017, o orçamento para o ensino superior passará a ter uma base plurianual. O que significa isso?
Queremos assumir um planeamento plurianual, mas o orçamento será sempre anual, porque estamos obrigados a isso, quer no quadro nacional quer europeu. Queremos aumentar significativamente o orçamento da ciência e do ensino superior. Nos últimos quatro anos, cerca de 1100 docentes abandonaram o ensino superior. Devíamos estar hoje a pensar em duplicar esses números durante a legislatura, ou seja, em introduzir pelo menos mais 2000 investigadores e docentes no sistema de ciência e ensino superior. Para isso, tenho a ambição, no prazo da legislatura, de ver os orçamentos reforçados em pelo menos 200 milhões de euros.
Atendendo ao quadro orçamental, isso é possível?
Possível é sempre. É uma opção política. E que depende de os portugueses a quererem ter e que ultrapassa governos. Desde que entrámos na União Europeia, estivemos sempre a convergir para a média europeia. Desde 2011 a 2015, divergimos pela primeira vez. Agora o desafio é voltar a convergir. O meu papel aqui será bem-sucedido se conseguirmos voltar a convergir com a Europa.
Nos últimos quatro anos, as instituições de ensino superior foram sendo desqualificadas, até nas infra-estruturas. Haverá financiamento para esses problemas?
Diria que a questão dos recursos humanos é a mais crítica, até porque há outros financiamentos, nomeadamente europeus, para a parte das infra-estruturas.
Considera que o programa Portugal 2020 ficou bem desenhado?
Não. O principal défice foi ter sido excluído um programa de emprego científico. Foi privilegiada a relação com as empresas e a competitividade da economia. Claro que também deve ser, mas os recursos humanos são críticos para isso. Não há economia sem recursos humanos qualificados. Estar a dizer que se privilegia a economia sem qualificar os recursos humanos parece-me complicado. Todos os programas de fundos estruturais têm reprogramações a médio termo. Espero que seja possível fazer uma negociação até ao final de 2016, se não em 2017.
O governo anterior deixou pronto um novo modelo de financiamento. Leu esse documento?
Foi claramente posto de parte. A opção do anterior governo foi dividir para reinar. A minha posição é exactamente a oposta, é unir as instituições, para as reforçar. Qualquer mecanismo de fórmula é um mecanismo que põe umas instituições contra as outras. Todo o ensino superior está subfinanciado e estar a trabalhar numa redistribuição, sem trabalhar no essencial, que é o aumento da dotação, é pura demagogia.
No último mandato, também foi muita falada a reorganização rede do ensino superior. Vai haver alguma iniciativa neste âmbito?
Felizmente, temos muitas instituições distribuídas pelo país, nomeadamente na rede de politécnicos. Isso é uma mais-valia, que acho que tem de ser reorganizada, se possível partilhando experiências. Dou-lhe dois exemplos. No Oeste, temos três instituições politécnicas, Leiria, Tomar e Santarém, e, na Beira, temos o politécnico de Castelo Branco e o da Guarda e a própria a Universidade da Beira Interior. A partilha de recursos humanos e financeiros entre estas instituições pode ser útil. Se estabelecer consórcios entre as instituições, com objectivo de atrair mais estudantes e dar mais conhecimento à sociedade, é reorganizar a rede, então respondo que sim. Se reorganizar a rede é fechar instituições, respondo que não temos instituições a mais, temos é estudantes a menos.
Em que moldes vai manter os cursos técnico superiores profissionais?
Já começámos a trabalhar com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) para reforçar essa oferta. Por um lado, diversificando a capacidade de atrair mais jovens, sobretudo do ensino profissional. E depois, garantindo a abertura do acesso ao ensino superior através destes cursos. Muitos dos estudantes que entram nesses cursos querem continuar no ensino superior.
Serão considerados como uma oferta do ensino superior, portanto?
Sim, queremos que os cursos técnicos superiores profissionais sejam valorizados socialmente como forma de diversificar o acesso ao ensino superior. Também acho que temos de mudar o acesso ao ensino superior, mas isso requer uma grande e profunda reflexão. Criei um grupo para estudar isso a três anos e espero, durante a legislatura, que seja feito.
No actual modelo de acesso, o que está desajustado?
Este regime tem mais do que 20 anos, foi pensado num quadro de evolução demográfica e de qualificações diferente. O aumento da escolaridade obrigatória e a diversificação da formação ao nível do ensino profissional são alterações a ter em conta, por isso é normal que mudemos o regime de acesso. Pedi ao presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, João Guerreiro, juntamente com representantes do CRUP e do CCISP, para lançarem o grupo de trabalho para discutir esta questão. Em paralelo, pedimos um estudo sobre a base social do ensino superior ao professor Carlos Farinha Rodrigues, do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa. Sabemos muito pouco sobre quem está a chegar ao ensino superior. Temos de estudar e temos, num prazo razoável em termos constitucionais, de alterar as condições de acesso.
Foi noticiado que, na negociação do Orçamento do Estado com os partidos de esquerda, o Governo poderia aceitar uma proposta do PCP para não haver aumento das propinas no ensino superior em 2016.
Esta é uma questão velha. O Governo não se deve meter nisso. O quadro da fixação das propinas está perfeitamente regulada em Portugal e estabelece um valor mínimo e um valor máximo. Dentro desses valores, compete às instituições fixarem as propinas.
O Parlamento pode pronunciar-se sobre isso.
O Parlamento tem capacidade de o fazer, mas não podemos olhar para este assunto de uma forma demagógica. Hoje as propinas não são um elemento de exclusão, mas de redistribuição dos rendimentos.
Se essa proposta for aprovada no Parlamento, as instituições ficariam limitadas na angariação de receitas. Isto causaria engulhos na relação com as instituições de ensino superior?
De forma alguma. Até porque penso que o valor de um eventual aumento das propinas tem pouco impacto. Só cerca 30% dos estudantes do ensino superior pagam propinas máximas, o que equivale a cerca de 80 mil estudantes. Se as instituições que têm as propinas máximas as actualizarem, o aumento é de cinco euros [anuais por estudante], o que dá uma receita de cerca de 300 mil euros, num orçamento global de 1400 milhões [para todo o ensino superior]. A discussão está a ser mal posta. É populista falar nas propinas, mas não é a questão crítica do ensino superior.
O actual Governo já se comprometeu em aumentar o valor das bolsas de acção social [nas Grandes Opções do Plano para 2016-2019]. Este ano houve um grande aumento do número de bolseiros devido a uma alteração feita no fim do mandato anterior. Como é que se encontra dinheiro para pagar mais bolsas e bolsas mais altas?
Por opção política, concentrámos todo o aumento de orçamento para o ensino superior no apoio social aos estudantes. Parece-me crítico que hoje, para termos ciência, temos de garantir a abertura contínua da base social do ensino superior. Por isso negociámos com o CRUP e o CCISP manter as dotações orçamentais iniciais das instituições iguais às de 2015 e pôr todo o aumento no apoio às famílias mais vulneráveis. Passámos de 119 para 138 milhões de euros para a acção social, o que é um grande aumento no quadro de contenção orçamental em que estamos. No passado, sempre que se aumentou a acção social aumentou-se o número de estudantes no sistema. Aumentar o valor das bolsas não é a prioridade neste momento, a prioridade é aumentar o número de bolsas.

SIC Notícias - Isto é Matemática

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Trailer | The Last Man on the Moon

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Portugal2020 - TEMA 1 - INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O PORTUGAL 2020

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Portugal2020 - PO CH lança concurso 'Constrói o Teu Futuro Com Uma APP'

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Projecto põe crianças a ler para cães abandonados | P3

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Nova brochura explica como combinar fundos europeus | Norte 2020

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Meteoro explodiu no Atlântico - Ciência e tecnologia - TSF Rádio Notícias

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CRUP | Ministro avança que “novo modelo de avaliação será feito em estreita ligação com a comunidade científica”

CRUP | Ministro avança que “novo modelo de avaliação será feito em estreita ligação com a comunidade científica”:

CRUP


MINISTRO AVANÇA QUE “NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO SERÁ FEITO EM ESTREITA LIGAÇÃO COM A COMUNIDADE CIENTÍFICA”
Correio do Minho   
18 Fevereiro 2016
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, esteve de visita à Universidade do Minho nos últimos dois dias, onde reuniu com o reitor, investigadores e docentes e onde conheceu os seus centros de investigação e trabalho. Antes de ontem se juntar às cerimónias solenes do 42.º aniversário da universidade, o responsável governamental foi conhecer melhor a Escola de Ciências da Saúde e o seu centro de investigação, onde tomou conhecimento do trabalho que desenvolvem e onde avançou que ainda esta semana o governo vai nomear uma comissão de avaliação às bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), garantindo que esta trabalhará “em estreita ligação com as comunidades científicas”. O novo processo de avaliação arranca em 2017.

“Não pode haver políticas públicas sem diálogo com quem faz ciência”, garantiu o ministro à plateia da UMinho que o ouviu no auditório da Escola de Ciências. “Qualquer medida de investimento na ciência passa pelas pessoas que trabalham em ciência”, asseverou.
“Depois do debate público sobre a FCT, vamos abrir agora uma ‘consulta pública’ para modernizar e reformar todo o esquema de intervenção e vamos discuti-lo, em primeira mão, com os coordenadores das unidades de investigação e com os reitores na próxima sexta-feira. Irei formar uma avaliação com calma e moderação e, sobretudo, envolvendo em diálogo muito estreito com a comunidade científica”, garantiu o ministro. 

Depois de ouvir as principais questões que apoquentam os investigadores, bolseiros e docentes da UMinho, o ministro Manuel Heitor, referiu-lhes que uma das principais questões que neste momento momento mais preocupa o governo é precisamente o problema do emprego científico, bem como o rejuvenescimento do corpo docente das universidades, lembrando que esta não é uma questão que se coloca apenas em Portugal, mas um pouco por todo o lado, e que passa por descobrir como se podem melhorar as condições de carreira científica para aqueles que fazem ciência. 

“O problema do emprego científico é um bom novo problema”, afirmou o ministro para a Ciência e Tecnologia, apontando para a necessidade de “alargar a base social de apoio do próprio sistema e criar interfaces, por exemplo, com os centros de investigação, como é o caso dos 3B’s, para assim aumentar o investimento e melhorar a relação com a parte económica e social”.
Os investigadores e bolseiros, sobretudo, insistiram com o ministro para saber se este governo tem novas medidas de apoio à investigação e à contratação. Mas o ministro respondeu que “o desemprego científico não se resolve com uma bolsa. É necessário continuar a alargar as bolsas em formação avançada, para início à investigação, ao doutoramento e pós-doutoramento, mas seria desejável que depois houvesse um contrato de trabalho e o ingresso numa carreira académica ou empresarial. A bolsa é apenas um estímulo ao emprego científico”, disse, lembrando que “as bolsas no país têm sido usadas e (re)usadas devido às dificuldades financeiras de estabelecer contratos e nos últimos anos, e com as medidas de austeridade, tornou-se impossível a contratação”. 

Uma situação que vai ter também uma grande mudança, já que o Orçamento de Estado em discussão “vai libertar as universidades, que vão poder começar a contratar, embora obviamente dentro de um quadro orçamental balizado”, advertiu.

O ministro disse que o grande desidrato que se coloca agora é conseguir cativar o financiamento necessário para a investigação, apontando para um cenário de “maior co-responsabilização” de todos, a qual dependerá também das instituições e dos seus centros de investigação, “porque não há no OE financiamento a 100% que suporte a massa salarial do corpo docente. Uma parte desse apoio é pública e a outra não pode, nem deve ser pública, pois é também uma forma de se manter a autonomia das universidades”.

“UMinho será uma instituição mais responsável e mais transparente”

Na cerimónia oficial que assinalou ontem o 42.º aniversário da Universidade do Minho e que teve como temática a 'Sustentabilidade', o reitor agradeceu ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e ao seu governo por ter aprovado o Decreto-Lei que institucionaliza a passagem da universidade a fundação - uma evolução que para António Cunha tornará a universidade “uma instituição mais responsável e ainda mais transparente”. 

Apesar das dificuldades financeiras, o reitor fez um balanço positivo de 2015, caracterizando-o como “um ano bom para a UMinho, por ter aumentado o número de alunos em formação inicial, o número de estudantes internacionais, bem como no ensino à distância” - que é uma das suas mais recentes apostas. 

“Neste momento o Conselho Geral está empenhado na alteração dos estatutos da universidade para a sua conformação com esta nova realidade”, da qual sairá a nomeação de um Conselho de Curadores da nova instituição. Segundo o reitor, a fundação já estará a funcionar em pleno dentro de dois meses. 

“Estou absolutamente convicto das vantagens que este novo regime trará, como a flexibilidade de gestão e libertação de vários dos ‘espartilhos’ que condicionam a nossa actividade, a criação de um fundo autónomo para suportar investimentos estratégicos da universidade, que iniciará uma nova forma de interagir com a sociedade ou a diminuição muito significativa das situações de precaridade dos investigadores e pessoal não docente - aliás um dos assuntos debatido nas reuniões com o ministro”, disse. 

O ministro da Ciência disse que a passagem da UMinho a fundação foi a sua primeira medida concreta aquando da tomada das suas funções. “Este é um papel inovador em Portugal com vista a reduzir a precaridade, dando-lhe a possibilidade de fazer um quadro próprio para investigação, em que podemos ter, por exemplo, contratos de direito privado”. 

“Este é o primeiro aniversário em sede de um novo estatuto legal da UMinho, que tem agora o estatuto de fundação pública de direito privado - que é também o reconhecimento do trajecto da instituição, do trabalho do reitor António Cunha e da sua equipa e também um desafio enorme para a causa pública para o reforço daquilo que todos queremos que é construir a autonomia das instituições de ensino superior e das universidades em particular”, referiu o ministro Manuel Heitor. “Acredito que esta universidade está apta a mostrar o verdadeiro significado da autonomia, quer no reforço da actividade de investigação, quer na dignificação das carreiras científicas”.

Em jeito de balanço, o reitor da UMinho disse ainda que o ano de 2015 “foi um ano em que aumentou o nosso reconhecimento nacional e internacional, com vários prémios e distinções, mas que ficou marcado pela criação do consórcio UNorte.pt, que agrega as três universidades desta região, pelo reforço da interacção com o INL e pelo reforço da cooperação com países do espaço da língua portuguesa”. 

Mas não só. António Cunha destacou ainda o importante trabalho ao nível do desenvolvimento social e económico em parceria com autarquias, instituições e empresas, como são disso exemplo as parcerias com o Município de Guimarães, no projecto Guimarães Capital Verde Europeia e no já inaugurado Centro de Ciência Viva na zona de Couros e com o Município de Braga, por exemplo com a cedência do Convento de S. Francisco, onde será futuramente instalada a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho ou o programa Qualifica IT, promovido em parceria com a InvestBraga e IEFP, onde actualmente há uma centena de licenciados a reconverter a sua formação superior para a área digital. O projecto em curso com a Bosch Car Multimédia foi outro dos projectos destacados pelo reitor.

Apesar das dificuldades, o reitor apontou as várias melhorias que estão a ser realizadas na instituição, com os investimentos, através do quadro anterior, no valor de cerca de 18 milhões de euros, contemplando projectos como os edifícios do IB-S, em Gualtar e Azurém, o Biotério da Escola de Ciências da Saúde, a nova Biblioteca/Centro de Estudos do campus de Azurém, a construção do novo Arquivo Distrital de Braga.
A cerimónia incluiu a entrega de diplomas, cartas doutorais e prémios de mérito, onde participou o vereador da Câmara de Braga, Miguel Bandeira.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Governo cria grupo de reflexão sobre a Avaliação de Ciência e Tecnologia :: Notícia :: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior :: Governo de Portugal

Governo cria grupo de reflexão sobre a Avaliação de Ciência e Tecnologia :: Notícia :: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior :: Governo de Portugal:

GOVERNO CRIA GRUPO DE REFLEXÃO SOBRE A AVALIAÇÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

O Governo, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, definiu como prioridade a reflexão e a revisão da avaliação das atividades de ciência e tecnologia e do papel a desempenhar pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) neste processo, tendo instituído o Grupo de Reflexão sobre a Avaliação de Ciência e Tecnologia pela FCT.
Este Grupo de Reflexão tem como missão identificar as linhas orientadoras quanto aos princípios e boas práticas da avaliação das atividades de ciência e tecnologia a adotar pela FCT e funcionará com o apoio direto da Fundação e poderá consultar e envolver peritos nacionais e estrangeiros em áreas específicas durante a realização dos seus trabalhos.
Deverá ainda trabalhar em estreita colaboração com o Grupo de Acompanhamento e Coordenação do Programa de Modernização e Valorização do Ensino Politécnico em todas as questões relacionadas com a avaliação da atividade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) nos Institutos Politécnicos.
Grupo de reflexão
O Grupo de Reflexão sobre a Avaliação de Ciência e Tecnologia pela FCT é composto pelos seguintes membros:
  •  Karin Wall (Coordenação), Instituto de Ciências Sociais (ICS), Universidade de Lisboa;
  • Cláudio Sunkel, Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), Universidade do Porto;
  •  Carlos Bernardo, Instituto de Polímeros e Compósitos (IPC/I3N), Universidade do Minho;
  •  Constança Providência, Centro de Física da Universidade de Coimbra (CFisUC), Universidade de Coimbra;
  •  Nuno Ferrand, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), Universidade do Porto;
  •  Salwa Castelo Branco, Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Carta de Princípios de Orientação para a FCT, que o Ministério divulgou a 10 de fevereiro de 2016, é inequívoca quanto à natureza da responsabilidade da avaliação do sistema científico e tecnológico nacional, explicitando claramente que a avaliação constitui uma função nuclear da FCT e que deve ser um desígnio prioritário para o novo Conselho Diretivo.
A Direção da FCT, que recentemente tomou posse, promoveu já ações imediatas no sentido da revisão da gestão e funcionamento do sistema de avaliação, nomeadamente a extinção do Gabinete de Avaliação da FCT e a criação de um Núcleo de Apoio à Avaliação, estando desde já a preparar o lançamento de um novo Exercício Nacional de Avaliação das Unidades de I&D.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

New Journals Piggyback on arXiv

New Journals Piggyback on arXiv:

American Physical Society

New Journals Piggyback on arXiv

By Emily Conover
A non-traditional style of scientific publishing is gaining ground, with new journals popping up in recent months. The journals piggyback on the arXiv or other scientific repositories and apply peer review. A link to the accepted paper on the journal’s website sends readers to the paper on the repository.
Proponents hope to provide inexpensive open access publication and streamline the peer review process. To save money, such “overlay” journals typically do away with some of the services traditional publishers provide, for example typesetting and copyediting.
Not everyone is convinced. Questions remain about the scalability of overlay journals, and whether they will catch on — or whether scientists will demand the stamp of approval (and accompanying prestige) that the established, traditional journals provide.
The idea is by no means new — proposals for journals interfacing with online archives appeared as far back as the 1990s, and a few such journals are established in mathematics and computer science. But now, say proponents, it’s an idea whose time has come.
The newest such journal is the Open Journal of Astrophysics, which began accepting submissions on December 22. Editor in Chief Peter Coles of the University of Sussex says the idea came to him several years ago in a meeting about the cost of open access journals. “They were talking about charging thousands of pounds for making articles open access,” Coles says, and he thought, “I never consult journals now; I get all my papers from the arXiv.” By adding a front end onto arXiv to provide peer review, Coles says, “We can dispense with the whole paraphernalia with traditional journals.”
Authors first submit their papers to arXiv, and then input the appropriate arXiv ID on the journal’s website to indicate that they would like their paper reviewed. The journal follows a standard peer review process, with anonymous referees whose comments remain private.
When an article is accepted, a link appears on the journal’s website and the article is issued a digital object identifier (DOI). The entire process is free for authors and readers. As APS News went to press, Coles hoped to publish the first batch of half-dozen papers at the end of January.
To manage the submission and peer review software, the founders of the Open Journal of Astrophysics have created a web interface that allows a markup of the article. Reviewers comment on parts of the text and authors can respond, with all discussion occurring in the online interface. Authors make revisions by posting a new version to arXiv. “It’s traditional peer review but with a modern interface,” says Adam Becker, managing editor of the journal.
Another overlay journal, Discrete Analysis, led by mathematician Timothy Gowers of the University of Cambridge, has been accepting submissions since September, with the launch planned for the end of January.
Repeating a refrain common among supporters of open access publishing, Gowers points out that academics write and review articles for free, but then must pay to read them. So the new journal, Gowers says, is “a natural thing to want to do.”
Discrete Analysis uses software called Scholastica for managing submission and peer review. Scholastica charges $10 per submitted paper, but Gowers has secured funds from Cambridge to cover the cost.
Gowers is known for having an axe to grind with commercial publishers, particularly Elsevier; in 2012 he sparked a boycott of the company, protesting the high cost of subscriptions to their journals, large profit margins, and practice of bundling journals into packages so that libraries are forced to subscribe to journals that they otherwise wouldn’t.
An overlay journal platform called Episciences currently hosts a handful of journals in computer science and mathematics. The two-year-old project is an effort of France’s Center for Direct Scientific Communication (CCSD), and it interfaces with arXiv and other repositories, like HAL, a scholarly archive created by CCSD.
Episciences’ portfolio already includes some longstanding journals that have moved to the platform, as well as new journals. Additionally, “we are discussing with quite a few journals [that are] interested in joining the platform,” says Laurent Romary of the French Institute for Research in Computer Science and Automation (INRIA), a leader in the effort.
Romary says one of the important things such journals do is decouple publication and peer review. He’s an advocate of “post-publication peer review,” in which the article is available while it’s being reviewed, allowing researchers to get their results out as quickly as possible.
Another issue where Romary sees potential improvement over traditional journals is licensing. “The only thing that counts for a scholar is to be cited, so the license should be as unconstrained as possible so that on the one hand anyone can take the material and cite it, and second... you facilitate activities like text and data mining,” Romary says.
Proponents of overlay journals hope that others will follow their lead. “But whether they actually will, I don’t know,” Gowers says. “By being one of the trailblazers I hope we can make it more likely that others will do the same.”
“Some people are not convinced,” Coles admits. One issue with these journals is they don’t have the prestige associated with established journals. But, Coles says, “It’s a lot to pay for a status symbol. What we should be doing is paying for the dissemination of scientific knowledge, not the epaulets.”
And it remains to be seen whether overlay journals will be able to move beyond small-scale operations. “I very strongly support these things; I think they’re fantastic. But I have concerns about scalability and long-term sustainability,” says Paul Ginsparg of Cornell University, who founded arXiv.
“The hidden expenses in these things are never really taken into account when they operate on a small scale,” Ginsparg says. “There’s either personal or institutional subsidies going into the time, labor, internet connection, and all of the rest.”
“I can easily see how it would work for small journals in very specific topic areas,” says APS Editorial Director and Interim Editor in Chief Dan Kulp, who oversees the peer-reviewed journals published by APS. “Once you start to get thousands or tens of thousands of manuscripts a year, you begin to need additional overhead to track, coordinate, and confirm peer review. ... These costs are not negligible.”
As a result, says Ginsparg, “I don’t think they’ll ever be big enough to change the entire landscape, and I don’t think it makes sense to move the landscape over to this.”
But Ginsparg supports the effort. “We’re still poking around trying to figure out what is the right long-term solution for all of this and if nothing else that’s one of the reason why these experiments currently remain so important.”
“We have to keep trying these different things,” Ginsparg says, “because we’d like a more functional and a more financially stable model 20 years from now than we currently have.”

https://telescoper.wordpress.com/2015/12/22/the-open-journal-is-open-for-submissions/

https://telescoper.wordpress.com/2012/07/17/a-modest-proposal-the-open-journal-of-astrophysics/

https://blog.richmond.edu/physicsbunn/2015/12/22/the-open-journal-of-astrophysics/

http://astro.theoj.org/about




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Ensino Superior - Politécnicos prontos para fazer investigação para as empresas locais - Portugal - DN

Ensino Superior - Politécnicos prontos para fazer investigação para as empresas locais - Portugal - DN:

Governo quer institutos a desenvolver e transferir tecnologia nas suas regiões
Os politécnicos estão preparados para avançar, já a partir deste verão, com projetos de investigação aplicada, em articulação com as empresas e as autarquias das suas regiões, respondendo ao desafio que lhes foi lançado pelo ministro Manuel Heitor no Programa de Modernização e Valorização deste setor. A convicção é de Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que não esconde o entusiasmo com o facto de, "pela primeira vez em muitos anos", o Ministério da Ciência e Ensino Superior estar "a olhar para os politécnicos no sentido de os valorizar".
A proposta do ministério, divulgada na semana passada, consiste na criação de projetos de curta duração - entre seis meses e um ano -, envolvendo professores, investigadores e alunos dos institutos na chamada "transferência de conhecimento". Ou seja: no desenvolvimento de soluções que sirvam as empresas e as comunidades em que se inserem.
Por exemplo, como já está a acontecer num projeto-piloto, citado ao DN na sexta-feira pelo ministro Manuel Heitor, que envolve o Politécnico de Bragança e a multinacional de componentes de automóvel Faurecia.
"Estamos todos muito empenhados em trabalhar com a tutela nesse sentido", disse ao DN Joaquim Mourato, que preside o Politécnico de Portalegre, assumindo que "só integrando todos os atores regionais, públicos e privados" será possível desenvolver parcerias que tragam resultados positivos e durem no tempo. "Temos muitos projetos em carteira. Rapidamente as instituições vão apresentar projetos interessantes para que, assim que tenhamos os editais [dos concursos] abertos, estes estejam disponíveis", prometeu.
O governo tem um orçamento inicial de cinco milhões de euros para investir nestas parcerias. Mas Manuel Heitor já assumiu ao DN que o objetivo é que esta verba vá aumentando progressivamente e que os institutos venham mesmo a criar unidades de investigação - atualmente quase um exclusivo das universidades -, concorrendo depois a verbas da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Outra novidade do programa lançado pelo ministério será a adaptação dos atuais cursos técnicos superiores profissionais (TESP), de dois anos, nomeadamente para tornar mais simples a continuidade dos alunos que queiram prosseguir para licenciaturas e mestrados. Uma medida que Joaquim Mourato também considera "positiva". Atualmente, funcionam 300 cursos, com mais de cinco mil alunos.
Este será ainda o ano em que - pela primeira vez desde a intervenção externa em Portugal - politécnicos e universidades vão poder contratar novos professores e investigadores para as suas equipas. A intenção do governo é valorizar a nova geração de jovens altamente qualificados que fizeram disparar o número de doutorados no país.
Distância é "obstáculo" a fusões
Como em todas as propostas, há uma contrapartida. E, no caso dos politécnicos, é dada a indicação clara de que estes têm de reforçar o trabalho em conjunto, eventualmente até evoluírem para fusões, para ganhar eficiência e compensar a quebra de estudantes.
Joaquim Mourato garante que os institutos estão "alinhados" com esse objetivo. Mas avisa que há ainda "muitos obstáculos" práticos a ultrapassar. "Como é que se pode concertar um projeto educativo se um docente de Portalegre, para ir a Beja, faz 400 km de ida e volta?", ilustrou. "Levantam-se questões práticas e operacionais que podem implicar mais encargos."
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